quinta-feira, 19 de julho de 2012

Férias na Vila

Nas férias de julho, estaremos contando histórias na Livraria da Vila, sempre às 16h.
Esperamos vocês lá!

8/07 domingo - Livraria da Vila em Moema
Contando a história "O Alvo"

9/07 segunda-feira - Livraria da Vila no Shopping Higienópolis
Contando a história "O Alvo"

13/07 sexta-feira - Livraria da Vila no Shopping Cidade Jardim
Contando a história "Charlie e Lola"

20/07 sexta-feira - Livraria da Vila no Shopping Higienópolis
Contando a história "Bri Bri no canto do parque"

21/07 sábado - Livraria da Vila no Shopping JK
Contando a história "A grande viagem da senhorita Prudência"

29/07 domingo - Livraria da Vila na rua Lorena
Contando a história "Aperte Aqui"

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ateliê para professores: Poetando com Manoel de Barros

No dia 14 de julho, estivemos no Sesc Pompéia com educadores e  admiradores de poesia, conversando sobre o poeta Manoel de Barros. Entre teoria e prática, sugerimos atividades para a realização de um trabalho prazeroso e lúdico com a poesia em sala de aula, levando em consideração a necessidade de sensibilizar crianças e adolescentes favorecendo o interesse pela leitura de poesias e da literatura em geral.

Gotaríamos de agradecer a todos pela participação e ao Sesc Pompéia pela iniciativa e oportunidade!

Desse encontro resultou  um texto poético criado coletivamente a partir da observação de imagens retiradas de revistas. Após a escolha feita individualmente, as imagens foram se tornando parte da história construída por todos, levando em consideração a poética de Manoel de Barros.

Chamamos de "História maluca com um viés poético"

Confiram abaixo.

Era uma vez um menino que nunca fechava a boca.
Sua mãe, preocupada, dizia: " Menino, em boca aberta entra mosquito".
Mas da boca do menino que nunca fechava a boca
Saiam muitas palavras
E de tantas palavras, o menino concretou-se no concreto.
Até que um dia, sua mãe sugeriu: vamos selecionar umas palavras e jogar umas outras no lixo.
Um dia revisitando o lixo, o menino encontro o silêncio
Ficou encantado com a possibilidade de não dizer coisas
E não dizendo coisas, ele poderia ser.
E quis ser outras pessoas
E descobriu que na poesia, todos são um.
E o prazer da poesia foi o seu premio ao final do dia.

autores: Jean, Karen, Renata, Angélica, Edmilson, Márcio, Dennis e Pamela.

Trabalhamos com alguns poemas de Manoel de Barros, entre eles, "O menino que carregava água na peneira" e "A menina avoada".


sábado, 2 de junho de 2012

Qual é a tua, bicho?


Oi, pessoal,


Estaremos na Livraria da Vila contando e cantando histórias de bichos.

3/06 – Lorena, das 16h às 17h - Alameda Lorena, 1731

9/06 – Moema, das 16h às 17h - Av. Moema, 493 – Moema

10/06 – Shopping Cidade Jardim, das 16h às 17h - Avenida Magalhães de Castro, 12000 - Butantã

16/06 – Shopping Pátio Higienópolis, das 16h às 17h - Av. Higienópolis, 618

Esperamos vocês.

Até lá.

Livraria Cortez

Livraria da Vila - Itaim

19/05/12 - Contação de história do livro Littleloo. Autora Nadine Szlezynger.

Quintal da Cultura - Minhoca

Quintal da Cultura - Meu cachorro Batatinha

Quintal da Cultura - A cigarra e a formiga

Quintal da Cultura - Vida de leão

terça-feira, 27 de julho de 2010

A utilização da literatura na sala de aula

A leitura abre espaços de interrogação, de mediação e de exame crítico, isto é, de liberdade; a leitura é uma correspondência não só com o livro, mas também com o nosso mundo interior,  através do mundo que o  livro nos abre.”  Ítalo Calvino.

Quando ouvem uma história, os pequenos também alteram seu curso, pedem que certas partes sejam repetidas, outras omitidas. Assim, a distância entre o brinquedo e o conto se encurta, pois a criança não é exatamente uma tábula rasa, faz uma escuta ativa; se recebe as informações de forma bruta, tudo transforma, combina e lapida a seu gosto. Histórias são brinquedos verbais.

O Menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles